Empreendedorismo no Ensino Médio: como trabalhar?

O mundo está se tornando mais digital e tecnológico. Para acompanhar essas mudanças, o Ministério da Educação (MEC), recentemente, divulgou uma portaria que determina que, a partir de 2021, os estudantes de escolas públicas e privadas do Brasil poderão escolher quatro eixos estruturantes para aprofundar seus conhecimentos: empreendedorismo, investigação científica, processos criativos e mediação e intervenção sociocultural.

Conforme essa nova norma, em um Ensino Médio formado por cinco horas diárias de aulas, 60% dos três anos de formação serão destinados a um dos eixos propostos na portaria (empreendedorismo, investigação científica, processos criativos e mediação e intervenção sociocultural). Os 40% restantes são destinados à intensificação dos estudos em linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas ou ensino técnico, de acordo com a escolha do aluno.

Com essa mudança, o objetivo é que os estudantes deixem a escola já instruídos sobre como criar o próprio negócio e sabendo mediar conflitos e propor soluções para problemas socioculturais e ambientais identificados em suas comunidades.

Além disso, até 20% das aulas matutinas e vespertinas e até 30% das aulas noturnas poderão ser realizadas a distância. Os estados vão dialogar com os municípios para verificar os segmentos com maior índice de empregabilidade em cada cidade para ajudar os estudantes a deixarem o colégio já empregados.

Assim, aplicando o que há de mais moderno no contexto de educação, os estudantes sairão da escola sabendo propor soluções para suas comunidades, um futuro mais promissor.

 

Mas o que é Empreendedorismo?

 

Empreendedorismo é um termo muito ligado ao ambiente empresarial que, geralmente, é utilizado para designar elaboração de empresas, produtos ou serviços, bem como a criação de inovações.

Entretanto, quando falamos da inclusão do empreendedorismo em escolas, não se trata de abordar assuntos complexos de economia e administração ou “apressar” a entrada dos alunos no mercado de trabalho.

Todos nós podemos ser considerados empreendedores em potencial. Esse preparo pode se desenvolver desde a infância e não se aplica somente ao ramo empresarial, mas pode ser útil em outras áreas da vida. E a escola exerce um papel fundamental para fazer essa característica aflorar. Incluir o empreendedorismo nos estudos incentiva a formação de líderes e jovens que saberão lidar melhor com seus problemas.

Na verdade, o que se pretende com esse tipo de abordagem é propor atividades educativas que ofereçam algumas noções profissionais e financeiras, mas sempre de maneira a estimular habilidades e competências úteis em diversos contextos.

Além de preparar para o futuro no mercado de trabalho, a educação que aborda o empreendedorismo traz benefícios imediatos às crianças e aos jovens. Veja alguns desses benefícios:

  • Incentivo às ideias criativas e à inovação;
  • Estímulo ao comprometimento e à persistência;
  • Desenvolvimento da autoconfiança;
  • Compreensão de responsabilidade;
  • Desenvolvimento do senso de liderança;
  • Facilidade para a resolução de problemas;
  • Clareza em relação às noções financeiras.

 

Quais conteúdos podem ser trabalhados em aulas de empreendedorismo?

Para planejar o conteúdo de uma aula de empreendedorismo, primeiramente, é preciso basear-se na realidade em que os alunos se inserem. O professor deve ter uma visão realista e fundamentada em exemplos.

A aula também precisa ser bastante estimulante e criativa, e, para isso, é possível propor projetos e atividades práticas, como a criação de algum produto, uma ideia de negócio um projeto social, por exemplo. Assim, os alunos desenvolverão visão estratégica, perseverança e planejamento. Seguem alguns temas que podem ser abordados em aulas:

  • Identificação de oportunidades;
  • Diferenças entre os diversos empreendimentos;
  • Avaliação da viabilidade de ideias;
  • Organização financeira;
  • Noções sobre o mundo do trabalho;
  • Administração do tempo;
  • Habilidade de comunicação;
  • Trabalho em equipe.

Trabalhar esses temas e sala de aula será uma excelente oportunidade para construirmos um modelo de educação com o qual o aluno se identifique e se sinta protagonista de seus próprios passos e destino.

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