A melhor defesa é o ataque? Como se defender sem revidar com violência a um ato de violência

Estimular a violência só contribui para uma sociedade cada vez mais intolerante, violenta e incapaz de dialogar quando se há diferenças ou conflitos

Desde a infância, a vida nos coloca diante de situações de conflitos. É extremamente comum crianças agredirem, morderem, baterem ou xingarem os amiguinhos. Com ou sem motivo, é preciso saber orientar os pequenos para que aprendam a se defender de agressões, sejam físicas ou verbais, de maneira inteligente. Há quem defenda que a melhor defesa é o ataque. Para a maioria dos educadores, no entanto, esse não é o melhor caminho.

É preciso exercitar a tolerância nas relações com os colegas na escola, buscando sempre uma solução pacífica para os conflitos. Recuar nem sempre é sinal de medo ou covardia e sim estratégia. E o diálogo será sempre a melhor opção. O motivo é claro: violência gera violência. Se você ensinar seu filho ou aluno a revidar, na tática do “bateu, levou”, o problema não será resolvido. Embora a intenção nesse caso seja proteger o pequeno, impedindo que ele seja passivo em situações de agressão, encorajar os pequenos a revidarem, gera um ciclo de violência, incentivando comportamentos agressivos.

Estimular a violência contribui para uma sociedade cada vez mais intolerante, violenta e incapaz de dialogar quando se há diferenças ou conflitos.

É preciso ensinar à criança que age de maneira violenta a trabalhar suas emoções e mostrá-la que os atos de violência podem ter consequências. E o ensinamento vale para os adultos também. O ditado “a melhor defesa é o ataque” pode não funcionar em diversos âmbitos da vida.

A melhor defesa é falar a verdade sem esconder-se por trás de falsas demagogias. A verdade e a não-violência trazem paz e nos transformam em pessoas melhores. 

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