A ideologia de gênero fere a Constituição Federal

A educação deve ser a principal ferramenta de humanização. Através da informação qualitativa, tornar o ensino sobre a anatomia, mais inclusiva e equitativa, transformou-se em necessidade universal. Promover debate sobre sexo nos espaços educativos em diferentes momentos, implantar propostas diferenciadas e pontuais, é o desafio do momento e muito pertinente.

Mas daí, mudar todo o conceito de família e negar as diferenças sexuais entre homens e mulheres, vai contra a formação natural de cada indivíduo.

As crianças crescem sabendo a que gênero pertencem. Nasceram macho ou fêmea. Escola é lugar de formação e não de imposição de princípios sexistas. O educador deve promover reflexões sobre o assunto, responder perguntas sobre comportamentos e sobretudo promover a igualdade.

A Constituição Federal de 1988 diz no art. 5° que todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade.

O art. 3º afirma que a criança e o adolescente gozam de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, que a lei assegura-lhes todas as oportunidades e facilidades, a fim de possibilitar o desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social, em condições de liberdade e de dignidade.

Baseando-se no principio de igualdade para todos, não há necessidade de colaborar para a escolha da sexualidade infantil. Basta, quando for a hora, orienta-la sobre as diferenças sexuais masculinas e femininas, sem, contudo, influenciá-la.

A Suécia aderiu a ideologia de gênero. Na Egalia, a instituição de ensino e educação infantil mais famosa do país, as distinções de gênero tendem a ser mínimas: pronomes ele (han) ou ela (hon) foram substituídos por um pronome neutro (hen), “inventado exclusivamente para o caso”, que se refere às crianças (similar ao “menines”).

O uniforme são vestimentas idênticas e todos brincam das mesmas brincadeiras. A escola contratou um “pedagogo de gênero” para ajudar os professores a removerem todas as referências masculinas ou femininas na linguagem e no comportamento.

Os tradicionais livros infantis foram substituídos por outros que tratam de duplas homossexuais, mães solteiras, crianças adotadas e ensinam “novas maneiras de brincar”. Jenny Johnsson, uma professora da escola, afirma: “a sociedade espera que as meninas sejam femininas, delicadas e bonitas e que os meninos sejam masculinos, duros e expansivos. Egalia lhes dá uma oportunidade fantástica para que eles sejam qualquer coisa que queiram ser”.

Nas creches e escolas, totalmente fora do controle dos pais, as crianças são submetidas a uma lavagem cerebral sobre educação sexual. Os professores são orientados a perguntar aos alunos: (o que te excita?), e nos livros de educação sexual, eles não falam em alguém ser heterossexual ou homossexual. Tais coisas não existem, pois para eles todos são bissexuais; é apenas uma questão de escolha.

Os professores têm autorização do governo para apresentar qualquer tipo, mesmo os mais depravados atos sexuais, em todas as escolas.

Para concluir, o modelo de inclusão proposta pela UNESCO “Organização das Nações Unidas para a Educação através da ideologia de gênero, com o objetivo de coibir a violência feminina, pode ser uma brecha para desdobramentos na lei de proteção de indefesos e incentivar o abuso sexual infantil e pedofilia.

Na Suécia, acontece assim, mas quem disse que é o correto? Onde fica a liberdade de culto religioso garantida pelo mesmo art. 5° da constituição brasileira “é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias”, já que muitos cristãos, católicos e protestantes, não concordam que os seus filhos sejam expostos a tais ensinamentos. Por questões religiosas ou tradicionais as pessoas são livres para seguirem os seus caminhos da maneira que acharem melhor e isso inclui a educação dos seus descendentes.

Se por um lado, são necessárias ações conscientizadas para tornar as relações menos conflituosas e mais igualitárias, não creio que uma massificação sexista no método educacional seja a solução para resolver conflitos.

Na verdade, a solução para muitos problemas é investimento sólido na educação pública. “Pois, educação não é privilegio, é direito”.

 

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