Crianças tiranas deixam qualquer um de cabelos em pé

Os pais são a primeira referência comportamental da criança, portanto, é comum que copiem deles não só o falar e andar, como também atitudes e hábitos de vida

A participação dos pais tem influência direta em ações cotidianas, como a frequência escolar, agressões e insultos aos semelhantes.

Entre os que matam aula regularmente, 43% são filhos de pais omissos, contra 13% adolescentes criados por pais presentes.

Outros dados apontam a culpa dos pais ausentes e violentos nas atitudes dos filhos. Crianças submetidas a abuso parental têm mais chances de se envolver com mentiras, violência e drogas, o oposto do que ocorre quando os pais são participativos.

A agressão por exemplo, começa “em crianças muito pequenas”, que insultam ou estragam coisas. Depois são ameaçadas e, de seguida, passam aos maus tratos verbal/emocional e, em alguns casos, sofrem violência física.

Criados sem afeto, limites e valores, aprendem desde cedo a ser um pequeno ditador. E é muito fácil ser tirano, se temos alguém que aceita ser escravo. Caso aplicado aos professores e aos próprios genitores.

Os pais deixam-se chantagear e muitos filhos ainda se revoltam contra os familiares, incluindo os parentes próximos, os avós.

Segundo as estimativas recolhidas pela equipe do psicólogo e terapeuta espanhol, Javier Urra, 65% dos agressores são rapazes e 35% são meninas. As mães são, maioritariamente, as vítimas, e no futuro, as esposas. 

Javier Urra não tem dúvidas de que há mais violência de pais contra filhos do que o contrário, mas ainda assim, sabe que a estatística cresce dia a dia, e as famílias que convivem com a realidade da violência filio-parental, ficam em silêncios, por vergonha e sensação de culpa.

Passou-se de uma sociedade em que as crianças não tinham direitos e inverteu-se completamente os valores: as crianças sentem-se reis, tiranos, ditadores. Tudo gira à sua volta. Só que não. Ensinar faz parte da educação. 

A reflexão trazida por esse artigo é algo sutil, precioso, poderoso, verdadeiro e profundo. É o convite para seguirmos melhorando como pessoas, como pais, como educadores, como indivíduos. Exemplo para os pequenos sob nossa responsabilidade. 

Por mais que isso seja algo natural, é importante os pais refletirem sobre que tipo de exemplo querem passar aos filhos.

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