A psicogênese da língua escrita e o construtivismo

A psicogênese da língua escrita e o construtivismo

mar 13 | Isa Colli

No Ensino Fundamental de nove anos, devemos considerar que o primeiro ano se destina ao trabalho de alfabetização e letramento propriamente dito.

Através de uma avaliação diagnóstica, a qual chamamos de sondagem da escrita, indicada como atividade para os primeiros dias de trabalho em sala de aula, fará com que todo o trabalho posterior seja embasado nas reais necessidades de cada aluno, oferecendo ao professor dados importantes sobre as hipóteses escritas, facilitando o planejamento das atividades e das estratégias pedagógicas a serem adotadas em sala de aula. Dessa forma, o professor pode organizar atividades significativas ao processo de ensino aprendizagem.

A sondagem da escrita: no construtivismo, a sondagem realizada com os alunos subsidiará as intervenções do professor e servirá como base para a análise das hipóteses de grafia, conhecimento de mundo e vocabulário, através de atividades inéditas. Este contato ajudará o professor a entender como a criança pensa, qual a lógica utiliza para escrever e como reage mediante aos estímulos didáticos oferecidos.

A construção do conhecimento da leitura e da escrita tem lógica individual, embora aberta à interação social, na escola ou fora dela. Neste processo, a criança passa por etapas, com avanços e recuos, até apropriar-se do código linguístico e dominá-lo. Cada aluno terá seu tempo para transpor cada uma das etapas, o que é muito variável. O construtivismo para a prática de sala de aula respeitará a evolução de cada criança e compreenderá que um desempenho mais rápido não significa que ela seja mais inteligente ou dedicada do que as demais.

De acordo com a teoria exposta em Psicogênese da Língua Escrita, de Emília Ferreiro toda criança passa por quatro fases até que esteja alfabetizada:
• pré-silábica: não consegue relacionar as letras com os sons da língua falada;
• silábica: interpreta a letra a sua maneira, atribuindo valor de sílaba a cada uma;
• silábico-alfabética: mistura a lógica da fase anterior com a identificação de algumas sílabas;
• alfabética: domina, enfim, o valor das letras e sílabas.

Para refletir: segundo os adeptos das teorias construtivistas, ninguém aprende por partes, mas por mergulhos em conjuntos de problemas que envolvem vários conceitos simultaneamente. No caso da alfabetização, utilizar textos do cotidiano é muito mais produtivo do que seguir uma cartilha. O trabalho pedagógico pressupõe planejamento e sistematização, sempre respeitando as fases e às necessidades de cada aluno dentro do contexto escolar.
Bibliografia de referencia:

Livros de Emilia Ferreiro:
• Cultura Escrita e Educação, Ed. Artmed
• Psicogênese da Língua Escrita, com Ana Teberosky, Ed. Artmed
http://educaipo.blogspot.com.br/2013/08/hipoteses-de-escrita.html#.WMbARfnyuUk
http://educarparacrescer.abril.com.br/aprendizagem/emilia-ferreiro-306969.shtml
http://acervo.novaescola.org.br/avulsas/teste-hipoteses-de-escrita-dos-alunos.shtml

 

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