O perigoso jogo viral Baleia Azul dentro das escolas

O perigoso jogo viral Baleia Azul dentro das escolas

maio 03 | Isa Colli

 

 

Educar filhos nunca foi tarefa fácil, mas, a cada dia, o trabalho se torna mais desafiador, porque as nossas crianças são constantemente bombardeadas por influências de suas engenhocas tecnológicas.

Com o mundo digital cada vez mais interativo, em quase todos os países, entusiastas da digitalização, apostam no potencial da tecnologia para o desenvolvimento da garotada.

A possibilidade de interagir com pessoas de várias partes do mundo ao mesmo tempo, pode se mostrar uma oportunidade valiosa para as crianças desenvolverem suas habilidades sociais.

Mas nem tudo são flores. Segundo a Psicopedagoga Miriam Costa Pinto, está cada vez mais comum, os usuários jovens da era digital, não saber transporta-las para o mundo real, e cair nas armadilhas invisíveis da internet, como por exemplo, o famoso jogo viral chamado Baleia Azul.

Aparentemente o fenômeno começou na Rússia, mas está se espalhando pelo mundo, muito rapidamente. Ele consiste em envolver crianças e jovens através das redes sociais, propõe desafios macabros, como bater fotos assistindo a filmes de terror, automutilar-se, ficar doente e, na etapa final, cometer suicídio.

Miriam conta que enquanto diretora de uma escola brasileira, vivenciou várias situações envolvendo esses jogos. Um caso em especial, foi o mais complicado, pois uma das professoras percebeu que a aluna Ana G. M., mudou rapidamente o seu comportamento, tornando-se introvertida e isolada. A garota quase não falava, aparecia em sala de aula vestida com roupas escuras de mangas compridas, mesmo se a temperatura estivesse elevada. Foi descoberto que o motivo envolvendo o uso das roupas eram cortes espalhados nos braços e pernas proposto pelo jogo. Foi muito trabalhosa a recuperação, mas hoje a ex-aluna está bem, graças ao envolvimento dos colegas, professores e a família.

Fica o alerta: a educação começa em casa e o uso das mídias e tecnologias devem ser discutidas com consciência crítica, pois os adolescentes passam por uma fase muito complexa, e precisam de assistência.

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